Planeje Sua Primeira Viagem à América do Sul
Comece com um ou dois países para evitar o esgotamento — Peru e Argentina, ou Colômbia e Equador são combinações sólidas para iniciantes. Reserve 3-4 semanas se puder, tome sua vacina contra febre amarela cedo e espere gastar US$40-70 por dia, dependendo do país. O continente é mais acessível do que você imagina.
- Escolha seus países com base no que você quer fazer. Não tente cobrir tudo. O Peru oferece montanhas, ruínas e cultura gastronômica. A Argentina oferece regiões vinícolas, geleiras e sofisticação urbana. A Colômbia tem regiões cafeeiras e costa caribenha. O Equador concentra biodiversidade em uma área pequena. O Chile se estende do deserto à Patagônia. O Brasil é imenso — trate-o como uma viagem à parte. Dois países em 3-4 semanas é realista. Um país em 2 semanas funciona se for menor.
- Verifique os requisitos de visto e vacinação agora. A maioria dos portadores de passaportes ocidentais obtém 90 dias sem visto nos principais países sul-americanos. A vacina contra febre amarela é exigida para algumas áreas (bacia amazônica, partes do Brasil, Colômbia, Peru) e recomendada para outras. Tome-a pelo menos 10 dias antes da partida. Alguns países verificam seu cartão de vacina na fronteira. Hepatite A e febre tifoide são recomendadas. Verifique se o seu país de origem exige passagem de volta para entrada.
- Reserve suas cidades de entrada e saída primeiro. Voe para uma cidade grande e saia de outra para evitar retrocessos. Lima para Buenos Aires. Bogotá para Quito. Santiago para Lima. Isso economiza tempo e dinheiro. Reserve este voo internacional com 2-3 meses de antecedência. Você preencherá voos internos e ônibus após ter seu roteiro aproximado.
- Esboce um roteiro aproximado, mas deixe lacunas. Você não precisa planejar cada dia. Trace seus pontos turísticos imperdíveis e o caminho lógico entre eles. Exemplo de roteiro no Peru: Lima (2 dias) → Cusco e Vale Sagrado (4-5 dias) → Machu Picchu (1-2 dias) → Arequipa (2 dias) → de volta a Lima ou continue para a Bolívia. Garanta sua permissão para Machu Picchu e datas de quaisquer trekkings populares. Reserve suas 2-3 primeiras noites de acomodação. Deixe o resto flexível.
- Aprenda espanhol básico antes de ir. O inglês não é amplamente falado fora das zonas turísticas e dos principais hostels. Baixe o Duolingo ou similar e comece agora. Aprenda: números, direções, palavras para comida, como perguntar preços, cortesias básicas. No Brasil você precisa de português — o espanhol ajuda, mas não é o mesmo. Saber 100 palavras facilita tudo.
- Configure seu acesso a dinheiro. Obtenha um cartão de débito sem taxas de transação estrangeira e com bom reembolso de caixas eletrônicos. Charles Schwab e Fidelity funcionam bem. Notifique seu banco sobre as datas da viagem. Leve US$200-300 em dinheiro como reserva — você pode trocá-lo em qualquer lugar. Cartões de crédito funcionam em cidades, mas muitos lugares só aceitam dinheiro. Caixas eletrônicos estão por toda parte, mas é mais seguro usá-los durante o dia em bancos.
- Arrume a mala para múltiplos climas. Você provavelmente encontrará costa, montanhas e selva. Leve roupas em camadas. Cusco é frio à noite (3.400m de altitude). A Amazônia é quente e úmida. Buenos Aires tem quatro estações. Uma mochila pequena, bons sapatos de caminhada, capa de chuva e uma peça quente cobrem a maioria das situações. Se for fazer trilhas, alugue o equipamento localmente — é mais barato do que despachar uma mala grande.
- É seguro viajar sozinho(a) pela América do Sul?
- Sim, milhões de pessoas o fazem todos os anos. Siga as trilhas estabelecidas para mochileiros na sua primeira viagem. Não ostente objetos de valor. Use táxis oficiais ou Uber. Evite ruas vazias à noite. A maioria dos crimes são furtos oportunistas, não violentos. Algumas áreas exigem mais cautela (Venezuela atualmente, partes do Brasil e Colômbia). Confie na sua intuição e pergunte a locais ou funcionários do hostel.
- Quanta língua espanhola eu realmente preciso?
- O suficiente para pedir comida, pedir direções e lidar com emergências. Áreas turísticas e hostels geralmente têm falantes de inglês. Fora dessas zonas, você precisa do básico. No Brasil, o espanhol ajuda, mas o português é diferente o suficiente para você ter dificuldades. Baixe o Google Tradutor offline. Aprenda números e cortesias no mínimo.
- Devo reservar acomodação com antecedência?
- Reserve suas primeiras 2-3 noites em cada país. Reserve qualquer coisa durante a alta temporada (junho-agosto, dezembro-janeiro) ou feriados importantes. Deixe o resto aberto — você vai querer flexibilidade e receberá recomendações de outros viajantes. Hostelworld e Booking.com funcionam bem no mesmo dia na maioria dos lugares.
- Posso beber água da torneira?
- Geralmente não. Chile e Argentina em grandes cidades, geralmente sim. Em todos os outros lugares, trate como inseguro. Compre água engarrafada (barata) ou use purificação. O gelo geralmente é seguro em restaurantes turísticos. Escove os dentes com água engarrafada em áreas duvidosas. Problemas estomacais são a doença de viagem mais comum.
- E sobre o mal de altitude?
- Preocupação real no Peru (Cusco, Puno), Bolívia (La Paz) e Equador (Quito). Voe para essas cidades e você vai de 0 a 3.000+ metros instantaneamente. Vá com calma nos primeiros 2 dias — sem trilhas, sem álcool, beba muita água. Chá de coca ajuda algumas pessoas. Diamox (prescrição) previne para a maioria. Se tiver dor de cabeça forte, náuseas ou tontura que não melhorem, desça.