Primeira Vez na América do Sul: O Que Fazer ao Chegar

Suas primeiras horas na América do Sul definem o tom para tudo. Obtenha moeda local em um caixa eletrônico na área segura do aeroporto, ative seu plano de telefone e use transporte oficial do aeroporto até sua acomodação. Mantenha seu passaporte e documentos importantes no cofre do hotel ao chegar, carregando apenas uma cópia quando sair.

  1. Passar pela imigração e alfândega. Tenha seu passaporte, cartão de chegada preenchido e endereço da acomodação prontos. Alguns países (Chile, Equador, Peru) pedem comprovante de viagem de volta — tenha uma captura de tela da confirmação do voo pronta. Responda às perguntas de forma simples e direta. A maioria dos oficiais de imigração sul-americanos fala inglês limitado.
  2. Obtenha moeda local imediatamente. Use um caixa eletrônico na área segura do aeroporto antes de sair. Retire o suficiente para 2-3 dias: equivalente a US$ 100-150. Evite casas de câmbio — as taxas são péssimas. Na Argentina, traga dinheiro em dólares americanos e troque em locais não oficiais, mas tolerados, de 'dólar blue' nas cidades para taxas muito melhores. Na Venezuela, isso é essencial.
  3. Ative seu telefone. Se comprou um chip local online, instale-o agora. Se não, a maioria dos aeroportos sul-americanos tem quiosques de operadoras após a alfândega. Espere pagar de US$ 10 a US$ 25 por 5-10 GB. Você precisa do Google Maps funcionando antes de sair do aeroporto. O Wi-Fi do aeroporto é pouco confiável para aplicativos de transporte.
  4. Providencie transporte seguro do aeroporto. Reserve transporte oficial do aeroporto. Use o balcão oficial de táxi dentro do terminal, um translado pré-agendado do hotel ou aplicativos de transporte verificados (Uber funciona na maioria das grandes cidades sul-americanas, exceto Buenos Aires — use Cabify ou Beat lá). Nunca aceite caronas de pessoas que o abordarem na chegada. Custo para o centro da cidade: US$ 10-30, dependendo da cidade.
  5. Guarde seus documentos. Ao chegar à sua acomodação, guarde seu passaporte, cartões de crédito extras e dinheiro em excesso no cofre do hotel. Carregue apenas uma cópia da página principal do seu passaporte ao explorar. A maioria dos países sul-americanos exige legalmente que você carregue um documento de identidade — a cópia satisfaz isso na prática.
  6. Ajuste-se à altitude, se aplicável. Pousar em La Paz (3.650 m), Cusco (3.400 m), Quito (2.850 m) ou Bogotá (2.640 m) significa que a altitude afeta você imediatamente. Ande devagar. Beba água constantemente. Evite álcool no primeiro dia. Coma leve. Chá de coca ajuda. Passe a primeira tarde descansando, não passeando.
  7. Abasteça-se com o essencial para as primeiras 24 horas. Encontre o supermercado pequeno ou farmácia mais próxima. Compre: água engarrafada (a água da torneira não é potável na maior parte da América do Sul), lanches, papel higiênico (muitos lugares não fornecem), álcool em gel. Custo: US$ 5-10 no total.
  8. Configure o acesso ao dinheiro. Teste seu cartão de crédito em uma pequena compra para garantir que ele funcione. Anote onde fica o caixa eletrônico mais próximo da sua acomodação. Fotografe os números do seu cartão de crédito e guarde-os separadamente dos cartões físicos. A maioria dos caixas eletrônicos sul-americanos limita saques a US$ 100-300 por transação.
Devo trocar dinheiro no aeroporto?
Use o caixa eletrônico, não a casa de câmbio. As taxas de câmbio do aeroporto são 10-15% piores do que as taxas de caixa eletrônico. A exceção: Argentina, onde você deve trazer dólares americanos e trocar na cidade pelas taxas do 'dólar blue', que são quase o dobro da taxa oficial.
O Uber é seguro na América do Sul?
O Uber é geralmente seguro nas principais cidades sul-americanas e muitas vezes mais seguro do que táxis de rua. Funciona bem em São Paulo, Rio, Lima, Santiago, Medellín e Quito. Buenos Aires baniu o Uber — use Cabify ou Beat. Sempre verifique se a placa corresponde ao aplicativo antes de entrar.
Preciso falar espanhol?
Você precisa de um pouco de espanhol na maior parte da América do Sul. O Brasil fala português. A equipe do aeroporto e os trabalhadores de áreas turísticas falam inglês limitado. Baixe o Google Tradutor com espanhol e português offline antes de chegar. Aprenda estas frases: 'Cuánto cuesta' (quanto custa), 'Dónde está' (onde fica), 'No entiendo' (eu não entendo).
Posso beber água da torneira?
Não. A água da torneira não é potável na maior parte da América do Sul. Chile e partes da Argentina são exceções. Em todos os outros lugares: apenas água engarrafada, inclusive para escovar os dentes. Uma garrafa de 1,5L custa US$ 0,50-1,50. O gelo em bebidas em restaurantes estabelecidos geralmente é seguro.
Como lido com o mal de altitude?
Ande devagar, beba 4-5 litros de água por dia, evite álcool por 24 horas e descanse na primeira tarde. O chá de coca ajuda — é legal e vendido em todos os países andinos. Se tiver dor de cabeça forte, náuseas ou falta de ar, desça para uma altitude menor. A acetazolamida (prescrição médica) previne isso se tomada antes da chegada.
E se meu telefone não funcionar?
A maioria dos telefones dos EUA e da Europa funciona na América do Sul, mas verifique se seu telefone está desbloqueado antes de sair de casa. Se seu telefone estiver bloqueado para uma operadora, você não poderá usar um chip local. Compre um plano internacional de sua operadora de origem como backup, ou confie no Wi-Fi em acomodações e restaurantes.
Devo carregar meu passaporte real?
Não. A lei sul-americana exige que você carregue um documento de identidade, mas uma cópia do seu passaporte satisfaz essa exigência na prática. Leve a cópia, deixe o original no cofre do seu hotel. Exceção: você precisa do passaporte original ao fazer check-in em hotéis ou embarcar em voos domésticos.
Os formulários de chegada são digitais agora?
Alguns países (Chile, Brasil) passaram a usar formulários digitais de chegada que você preenche online antes da partida. Outros (Peru, Colômbia, Equador, Bolívia, Argentina) ainda usam formulários em papel distribuídos no avião. Leve uma caneta. Você precisará do endereço da sua acomodação e do número do voo.