UM GUIA DE CAMPO · 740 GUIAS · 48 PAÍSES · 1.400 COLABORADORES · NÚMERO Nº 15 · PRIMAVERA 2026
Um guia de campo para a Ásia.
740 guias. 48 países. 1.400 colaboradores que realmente foram. Um atlas editorial das monções, das montanhas, das megacidades e dos barcos lentos no meio do caminho. Região por região, estação por estação — o jeito como a Ásia funciona de verdade. Atualizado em 25 de abril de 2026 a partir da Mesa de Campo em Bangkok.
- 740 guias de campo
- 48 países
- 284 sítios da UNESCO
- 1.400 colaboradores
Recado do editor: a Ásia recompensa quem fica parado — uma cidade por uma semana ganha de cinco cidades em uma semana, toda vez que o vento muda. — Theo Nakamura, Editor Sênior · Ásia.
Uma carta da Mesa de Campo.
Por Theo Nakamura, Editor Sênior para a Ásia. Número Nº 15, Primavera 2026.
A Ásia não é um lugar só. É a tentação em que todo mundo cai na primeira vez — planejar uma "viagem de duas semanas pela Ásia" do mesmo jeito que se planejaria uma viagem de duas semanas pela Europa. Quarenta e oito países, quatro fusos horários, mais idiomas do que as Américas e a Europa juntas. O continente não se reduz a uma lista de cidades. Ele se reduz, no máximo, a uma lista de regiões. A Ásia que vale a pena escrever é a paciente. A que se encontra dando uma semana a Tóquio, cinco dias a Hanói, mais de três a Quioto. Pegando o trem quando o voo é mais rápido, porque o trem é o país. Ficando tempo suficiente para que o vendedor do café da manhã saiba o seu pedido. Duas cidades por semana, no máximo. Esta página é o manual que a gente queria ter tido quando começou — tudo que mandaríamos para um amigo antes da primeira viagem à Ásia, e mais algumas coisas que só servem na quinta.
Como usar esta edição.
Leia como uma revista. Bata o olho nos títulos dos capítulos, mergulhe naquele que te puxar. Doze capítulos em ordem: destinos, regiões, quando ir, roteiros, comida, transporte, orçamento, idioma, festivais, bairros, bagagem e o FAQ. Os links internos levam a guias específicos — 740 deles — para o trabalho profundo.
Doze destinos, ordenados com honestidade.
Os países da Ásia pelo número de guias que temos, não por PIB nem por alfabeto. Em destaque abaixo: o país sobre o qual escrevemos há mais tempo e o que mais leitores subestimam. Toque em qualquer card para ver o subatlas completo — ou pule direto para o diretório em /pt/plan/itineraries/asia.
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Japão — Tóquio — 112 guias — 10 a 14 dias
O país mais pedido que cobrimos, e o que a maior parte dos leitores subestima. Só Honshu já tem quatro climas, Tóquio e Quioto não são intercambiáveis, e o Shinkansen é a viagem. Planeje para uma cidade, não cinco — ou tire três semanas e faça direito.
Tailândia — Bangkok — 78 guias — 10 a 14 dias
Bangkok mais Chiang Mai mais uma ilha. Pule Phuket; vá para Koh Lanta ou Koh Yao Noi. Songkran em abril, se aguentar se molhar.
Vietnã — Hà Nội — 64 guias — 12 a 18 dias
De Hanói a Ho Chi Minh pelo trem da reunificação é o país. Hoi An no meio, três noites no mínimo. Pho é café da manhã, nunca jantar.
Índia — Nova Délhi — 71 guias — 14 a 21 dias
Escolha uma região, nunca o país. Rajastão para a primeira viagem, Kerala para a segunda, o Nordeste para a quinta visita.
Indonésia — Jacarta — 56 guias — 10 a 18 dias
Bali é a porta de entrada, não o destino. Yogyakarta, Lombok, Komodo, Flores — as ilhas além de Bali são a viagem.
China — Pequim — 48 guias — 14 a 21 dias
O trem de alta velocidade chinês torna trivial uma viagem de quatro cidades. Pequim, Xi'an, Chengdu, Xangai. Solicite o e-visa com pelo menos 4 semanas de antecedência.
Nepal — Catmandu — 32 guias — 10 a 18 dias
Janelas de duas semanas para trekking na primavera e no outono. Annapurna pelas vistas, base do Everest pelo direito de contar.
Sri Lanka — Colombo — 28 guias — 10 a 14 dias
Colombo, Kandy, Ella, Galle. O trem do interior das colinas é a melhor coisa que você vai gastar quatro dólares na vida. Evite a monção do sudoeste.
Camboja — Phnom Penh — 24 guias — 5 a 10 dias
Angkor Wat ao amanhecer é tudo. Dois dias no mínimo nos templos. Phnom Penh merece três noites, não a parada de um dia que a maioria dos roteiros dá.
Coreia do Sul — Seul — 41 guias — 7 a 10 dias
Seul mais Busan mais uma terceira cidade. Jeonju pela comida, Gyeongju pela história. O KTX é rápido, frequente e barato.
Singapura — Singapura — 22 guias — 3 a 5 dias
Um fim de semana longo. Hawker centers, Jardins Botânicos, a caminhada do Esplanade ao entardecer. Tiong Bahru ganha de Marina Bay como base.
Bali — Denpasar — 38 guias — 7 a 14 dias
Ubud e a costa leste. Pule Kuta e Seminyak, a não ser que queira multidão. Canggu se for preciso, Amed se você sabe das coisas.
O continente em cinco blocos.
As fronteiras são políticas; o clima e a comida não são. Agrupamos a Ásia do jeito que os viajantes de fato se movem por ela — por clima, por estação, pela mesa.
01. Sudeste Asiático.
A região que a maior parte dos leitores conhece primeiro — praias, comida de rua, barcos lentos e a viagem de conforto mais barata da Terra. Melhor de novembro a fevereiro, quando as chuvas afinam.
- Volta do Mekong. Chiang Mai, Luang Prabang, barco lento até Pakbeng. Ritmo de duas semanas, quase sem voar. Novembro a janeiro.
- Vietnã de ponta a ponta. Hanói a Ho Chi Minh pelo trem da reunificação. Saigon é a cidade mais quente para a luz de janeiro. Janeiro a março.
- Meia-estação indonésia. Bali, Lombok, Yogyakarta nos meses de meia-estação. Metade do pessoal do surfe, sol inteiro. Abril, maio, outubro.
02. Nordeste Asiático.
Japão, Coreia, Taiwan, leste da China. O transporte mais eficiente do planeta e as cidades mais estratificadas. Sakura na primavera e bordos no outono são estações inegociáveis.
- Frente das cerejeiras. Quioto e Hiroshima primeiro, Tóquio cinco dias depois. Não persiga a frente — planeje uma cidade a fundo. Março, abril.
- Corredor dos bordos. Quioto a Seul de balsa. Oito dias de folhas vermelhas e onsens esfriando rumo ao inverno. Outubro, novembro.
- Taipé mais Hong Kong. Duas cidades, uma semana. Mercados noturnos, MRT, dim sum — a melhor combinação urbana da Ásia. Setembro, outubro.
03. Sul da Ásia.
Índia, Sri Lanka, Nepal, Butão, Bangladesh. A região mais ampla, mais barulhenta e mais recompensadora. Marcada pela monção; planeje em torno das estações chuvosas de junho a setembro.
- Triângulo do Rajastão. Délhi, Jaipur, Udaipur, Jodhpur. Duas semanas, palácios, trens, poeira — tudo aquilo que você veio buscar. Outubro a dezembro.
- Volta no Sri Lanka. Colombo, Kandy, Ella, Galle. O trem do interior das colinas são os melhores quatro dólares da sua vida. Janeiro, fevereiro.
- Annapurna ou Everest. Janelas de trekking de duas semanas. Floração na primavera; céus de outono. De dezembro a fevereiro fica frio demais acima dos 4.000 m. Março, outubro, novembro.
04. Ásia Central.
Uzbequistão, Quirguistão, Cazaquistão, Tadjiquistão. A Rota da Seda, finalmente fácil de percorrer. Sem visto para a maior parte dos passaportes desde 2019. Barata, dramática, quase sem multidão.
- Cidades da Rota da Seda. Tashkent, Samarcanda, Bukhara, Khiva. O trem rápido permite uma volta de 7 dias. Abril, maio, setembro, outubro.
- Verão no Tien Shan. Bishkek a Almaty via Issyk-Kul. Iurtas, lagos alpinos, as montanhas mais baratas do planeta. Julho, agosto.
- Pamir Highway. A segunda estrada mais alta do mundo. Cinco dias de Dushanbe a Osh — viagem de 4x4, não de ônibus. Setembro.
05. As Ilhas.
Indonésia, Filipinas, Sri Lanka, Maldivas, Andamão. O cinturão arquipelágico da Ásia — mais de 25.000 ilhas, dezenas delas valendo uma semana cada.
- Palawan mais Siargao. Duas ilhas, uma viagem. Pulando de barco em El Nido, surfe em Cloud 9. O segredo filipino. Março, abril, novembro.
- Komodo mais Flores. Lombok e para o leste — menos multidão que Bali, mais difícil de chegar, o dobro da recompensa. Abril, maio, junho.
- Estação seca do Índico. Atóis das Maldivas ou costa sul do Sri Lanka. A janela seca da monção é confiavelmente perfeita. Dezembro, janeiro, fevereiro.
Quando ir — monções e estações.
A meia-estação não é um mês só, e na Ásia Central ela se inverte. Aqui está o ano, região por região — alta (P), meia (S), baixa ou úmida (L), festival (F).
- Sudeste Asiático. Alta nov–fev. Meia mar, set–out. Chuvosa abr–ago. Pulso do festival Songkran em meados de abril.
- Nordeste Asiático. Alta mar–abr (sakura), out–nov (bordo). Meia mai, set. Baixa fria dez–fev.
- Sul da Ásia. Alta out–nov, jan–fev. Monção úmida jun–set. Festival de Diwali em novembro.
- Ásia Central. Alta mai–set. Meia abr, out. Tudo parece fechado nov–mar.
- Ilhas. Alta nov–fev. Monção úmida mai–out na maioria dos arquipélagos. Meia mar, abr.
Novembro é o melhor mês.
A monção do sudoeste já passou, a do nordeste ainda não chegou com força e a maior parte do continente fica numa janela de 24 a 30 graus. As multidões ainda não bateram o pico — isso vem em meados de dezembro. 24 a 30 °C. Monção seca.
Pule o verão asiático.
De junho a setembro chove na maior parte do Sudeste e do Sul da Ásia, e faz um calor brutal no norte. A Ásia Central é a exceção — é a única janela em que o Pamir e o Tien Shan estão transitáveis. 35 °C mais umidade. Vá para o Centro.
As cerejeiras sobem para o norte.
A frente de sakura começa em Kyushu (meados de março) e chega a Hokkaido (início de maio). Não saia perseguindo — planeje uma cidade a fundo, não cinco superficiais. O hanami é melhor quando você fica parado. 25 mar a 5 mai. Planeje uma cidade.
Seis roteiros para roubar.
Os planos que mandaríamos para um amigo, testados em campo e atualizados todo ano na primavera. Toque para ver o passo a passo. A biblioteca completa fica em /pt/plan/itineraries/asia.
14 dias — Tóquio a Quioto, do jeito certo.
A viagem ao Japão para a qual mandaríamos um amigo. Trens, fontes termais, duas cidades a fundo e uma semana entre elas. Faixa de custo $$$. Construído por Hana, março de 2025.
- Tóquio — 4 noites. Chega tarde, ramen em Shinjuku, caminhada por Yanaka ao amanhecer.
- Hakone — 1 noite. Onsen ryokan, museu ao ar livre, trem de volta.
- Kanazawa — 2 noites. Kenrokuen na primeira luz, mercado de Omicho no almoço.
- Quioto — 4 noites. Caminhe por Higashiyama ao nascer do sol; jante em Pontocho ao entardecer.
- Volta por Osaka — 2 noites. Dotombori, takoyaki, Shinkansen de regresso a Tóquio.
21 dias — Bangkok a Hanói, por terra.
Três semanas, três países, quase tudo de trem e barco lento. O clássico Mekong terrestre. Faixa de custo $. Construído por Theo, janeiro de 2025.
- Bangkok — 3 noites. Chinatown, o rio, o trem noturno rumo ao norte.
- Chiang Mai — 3 noites. Aula de culinária, Doi Suthep, a travessia lenta de fronteira.
- Luang Prabang — 3 noites. Esmolas ao alvorecer, cachoeira de Kuang Si, barco lento.
- Vientiane — 1 noite. Pôr do sol no Mekong, Beerlao, ônibus para Vinh.
- Hanói — 5 noites. Bairro Antigo, Halong Bay com noite a bordo, banh cuon no café da manhã.
10 dias — Rajastão, o triângulo dourado e mais um pouco.
Délhi, Agra, Jaipur, Udaipur. O percurso das quatro fortalezas com um bom trem e um carro do qual a gente se arrepende. Faixa de custo $$. Construído por Priya, novembro de 2025.
- Délhi — 2 noites. Old Delhi ao amanhecer, Chandni Chowk no almoço, Khan Market no jantar.
- Agra — 1 noite. Taj ao nascer do sol; milho verde no almoço; trem de volta.
- Jaipur — 2 noites. Forte de Amber, caminhada pela cidade rosa, jantar no 1135 AD.
- Udaipur — 3 noites. Lago Pichola, Palácio da Cidade, pôr do sol nos terraços.
- Bombaim — 2 noites. Colaba, o Portal, voo noturno para casa.
Mais três, por etiqueta.
- 10 dias, Bali mais Lombok. Ubud, costa leste, balsa para Lombok, Gilis. Construído por Wayan, maio de 2025.
- 14 dias, volta no Sri Lanka. Colombo, Kandy, Ella, Galle, Mirissa. Construído por Linh, fevereiro de 2025.
- 9 dias, Rota da Seda. Tashkent, Samarcanda, Bukhara, Khiva. Construído por Aigerim, setembro de 2025.
Comida e bebida, país por país.
Uma regra inegociável por país. Peça assim, coma deste jeito, jamais cometa o erro óbvio.
- Nippon — Sorver é o certo. Ramen, soba, udon — silêncio é falta de educação. Puxe ar por cima dos noodles para esfriá-los e mostrar prazer ao cozinheiro. Harmonização: tonkotsu ramen com Asahi Super Dry.
- Tailândia — Peça com garfo e colher. Hashi, só para pratos de noodle. Garfo empurra na colher; a colher vai à boca. Sempre. Harmonização: pad krapow com Chang.
- Việt — Pho é café da manhã. Tigelas de pé às 7 da manhã, servidas antes de os bancos abrirem. As barracas da tarde nunca são exatamente iguais. Harmonização: pho bo tai com ca phe da.
- Bharat — Coma com a mão direita. A esquerda é impura. Rasgue o roti com a direita, recolha o curry, leve à boca. Treine antes de viajar. Harmonização: dal makhani com lassi.
- Hanguk — Repor banchan é de graça. Os pratinhos laterais — peça kimchi, ou só aponte. Eles continuam vindo. Harmonização: bibimbap com soju.
- Zhongguo — Chá se serve aos mais velhos. Dois toques com dois dedos na mesa equivalem a "obrigado". Surgiu em Cantão; funciona no país inteiro. Experimente. Harmonização: xiaolongbao com Pu'er.
Trens-bala, sleepers e tuk-tuks.
A Ásia tem os trens mais rápidos do planeta (Japão, China) e alguns dos mais lentos (reunificação no Vietnã, ferrovias indianas). Os dois valem o assento. O Shinkansen é a viagem — Tóquio a Quioto em 2 h 13 min, sem segurança, sem baldeação. A alta velocidade chinesa hoje iguala a cobertura. O Japan Rail Pass vale a pena para viagens com 3 ou mais trechos de Shinkansen — fora isso, IC card pré-pago. Os trens noturnos no Vietnã, na Tailândia e na Índia são parte da experiência, não só transporte. Reserve leitos inferiores em segunda classe com ar para as ferrovias indianas; soft sleeper para a reunificação no Vietnã. Evite ônibus noturnos em países montanhosos; troque por voos entre as ilhas maiores na Indonésia e nas Filipinas.
Comparativo porta a porta.
- Tóquio a Quioto — trem 2 h 13 min, avião 1 h 30 min (mais 3 h de logística).
- Pequim a Xangai — trem 4 h 18 min, avião 2 h 15 min.
- Bangkok a Chiang Mai — trem 11 h 30 min (sleeper noturno), avião 1 h 20 min.
- Tashkent a Samarcanda — trem 2 h 10 min, avião 0 h 50 min.
- Hanói a Da Nang — trem 16 h 30 min (noturno), avião 1 h 25 min.
Seis rotas que vale conhecer.
- Tóquio TYO a Quioto KYT — 2 h 13 min, 78 trens/dia.
- Pequim BJN a Xangai SHA — 4 h 18 min, 44 trens/dia.
- Hanói HAN a Saigon SGN — 33 h 00 min, 5 trens/dia.
- Bangkok BKK a Chiang Mai CNX — 11 h 30 min, 6 trens/dia.
- Tashkent TSK a Samarcanda SMK — 2 h 10 min, 12 trens/dia.
- Bombaim BOM a Goa GOI — 11 h 15 min, 8 trens/dia.
Três orçamentos, três viagens.
O que 35, 120 e 320 dólares por dia realmente compram em 2026. Ajustes país a país dentro de cada faixa — Tóquio e Bangkok não são o mesmo número.
Frugal — 35 dólares por dia. Hostel, hawker, segunda classe.
Cama 8 a 18 dólares. Comida 8 a 14 dólares. Transporte 4 a 8 dólares. Ingressos 5 dólares. Realista no Sudeste Asiático, Índia, Nepal e Ásia Central. Apertado no Japão, Coreia e Singapura.
Conforto — 120 dólares por dia. Hotel três estrelas, jantares à mesa, trens com ar.
Cama 45 a 80 dólares. Comida 25 a 40 dólares. Transporte 15 a 25 dólares. Ingressos 20 dólares. O meio-termo honesto. Onde a maior parte dos leitores realmente gasta no Sudeste e no Sul da Ásia.
Editorial — 320 dólares por dia. Ryokans charmosos, sushi Michelin, sleeper de primeira.
Cama 160 a 260 dólares. Comida 80 a 130 dólares. Transporte 40 a 70 dólares. Ingressos 30 dólares. Viável em todo lugar; dobra rapidinho no Japão, em Singapura e nas Maldivas. Planeje primeiro o jantar de luxo.
Cinco frases por país.
As quatro palavras que abrem qualquer porta, e a que pede a conta. Tente — os locais percebem, e o simples esforço com o idioma costuma render um sorriso.
- Japão. Konnichiwa. Arigatō gozaimasu. Sumimasen. O-kaikei kudasai (a conta, por favor).
- Tailândia. Sa-wat-dii. Khop khun. Mai phet (sem pimenta — vão ignorar). Kep tang.
- Vietnã. Xin chào. Cảm ơn. Tính tiền. Một bia (uma cerveja).
- Índia. Namaste. Dhanyavaad. Bill, please. Kitne ka hai (quanto custa).
- Coreia do Sul. Annyeong haseyo. Kamsahamnida. Gye-san-hae juseyo. Soju han byeong.
- Indonésia. Selamat pagi. Terima kasih. Minta bill. Berapa harga (quanto custa).
- China. Nǐ hǎo. Xièxie. Mǎi dān. Duōshǎo qián.
- Sri Lanka. Ayubowan (vida longa). Stuti. Bila denna. Mokakda.
Festivais que valem o desvio.
Seis datas que entortam um roteiro. Reserve cedo; alguns esgotam com um ano de antecedência, e as datas lunares se mexem entre calendários.
- Ano Novo Lunar — Vietnã, janeiro. Tết, o país se reinicia. Hanói se esvazia, as famílias se reúnem, o comércio fecha por uma semana. Lindo se você tem um anfitrião; solitário se não tem. Quatro estrelas.
- Festival das Lanternas — Pingxi, fevereiro. Lanternas-celeste, aos milhares. A linha Pingxi de Taiwan solta lanternas no 15º dia do novo ano lunar. Trens a noite toda. Cinco estrelas.
- Holi — Índia, março. Um dia de cor. Comece em uma cidade pequena como Pushkar — Délhi e Bombaim ficam agressivas. Leve uma camisa branca que não vai sobreviver. Cinco estrelas.
- Songkran — Tailândia, abril. A maior guerra de água do planeta. Três dias encharcando a rua em Chiang Mai. Cada celular em saco estanque. Cada barraca, um posto de batalha. Cinco estrelas.
- Obon — Japão, agosto. Lanternas, ancestrais, tambores. Meados de agosto, danças Bon-odori das cidades natais. Gokayama é a mais fotogênica, Quioto a mais acessível. Quatro estrelas.
- Diwali — Índia e Nepal, novembro. O festival das luzes. Cinco noites de fogos, lamparinas, doces. Varanasi, no Ganges, é a escolha editorial — Jaipur é mais fotogênica. Cinco estrelas.
Seis bairros em que confiamos.
Fique aqui. Coma aqui. Ande dois dias antes de fazer qualquer outra coisa.
- Shimokitazawa — Tóquio. Lojas vintage, casas indie, sem arranha-céus. O Tóquio para quem não gosta de Tóquio. 7 minutos de Shibuya pela linha Inokashira. Por quê: vintage, música.
- Bukit Bintang — Kuala Lumpur. Pule os shoppings; a rua de hawkers Jalan Alor é a refeição que faz a viagem. Peça o satay por último. Por quê: hawker, noite.
- Bairro Antigo — Hà Nội. Trinta e seis ruas batizadas com o que se vendia nelas. Coma phở em banquinhos de plástico, beba bia hơi às 5 da tarde. Por quê: bairro antigo, phở.
- Bandra West — Bombaim. O núcleo criativo da cidade — livrarias, umidade brutal e a melhor cena de brunch da Índia. Evite das 11 da noite à 1 da manhã. Por quê: criativo, cafés.
- Bukchon — Seul. Seiscentas casas hanok preservadas numa colina, entre dois palácios. Caminhe cedo — ao meio-dia é tudo grupo de turista. Por quê: hanok, calmo.
- Canggu — Bali. Onde a tribo do yoga de Ubud cruza com a do surfe de Seminyak. Os arrozais ainda existem, basta entrar cinco minutos terra adentro. Por quê: surfe, lento.
O que levar para calor e umidade.
A lista de bagagem que cabe numa mochila de bordo de 40 L, em qualquer estação que não seja um trekking no Pamir. Troque o jeans pelo linho; leve uma camada extra para os trens com ar.
Calor e umidade, uma mala só.
- Camisas leves de linho ou algodão ×3.
- Calça de secagem rápida, um par.
- Um sarongue (toalha, lençol, camada de recato).
- Sandálias com as quais você consiga andar 8 km.
- Camisa de manga longa para templos e trens com ar.
- Protetor solar reef-safe em barra sólida.
- Repelente com 30% de DEET.
- Lenço discreto para mulheres (ombros cobertos).
- Dica: compre um sarongue no primeiro dia, use para tudo.
Trens, sleepers, tuk-tuks.
- Mochila de bordo de 40 L — entra na maioria das companhias asiáticas.
- Adaptador universal de tomada Tipo A/C/D/G (a Ásia varia).
- Power bank abaixo de 20.000 mAh (limite de companhia aérea).
- Garrafa reutilizável com filtro embutido (Lifestraw).
- Cubos de compressão — três pequenos, nunca um grande.
- Cadeado para armários de hostel e leitos de trem.
- Cinta fina para dinheiro nos sleepers.
- Tampões de ouvido (sleepers, sinos de templo às 4 da manhã).
- Dica: leve um par extra de meias para trekkings de altitude.
O que deixar em casa — a pilha do 'por via das dúvidas'.
- Jeans pesado (morte úmida).
- Mais de dois pares de sapato.
- Secadores de cabelo (todo hotel tem um).
- Frascos de toalete pela metade (compre no destino).
- Mais de um 'look bonito'.
- Dinheiro vivo acima de 300 USD equivalentes.
- Drone (ilegal em vários países do Sudeste Asiático).
- Qualquer peça só de lavagem a seco.
- Dica: deixe 25% da mala vazia para chá, especiarias e tecidos.
As perguntas, respondidas.
As oito perguntas que cada leitor envia antes da primeira viagem à Ásia. Atualizado em abril de 2026.
- Qual é a melhor época, de verdade, para ir à Ásia?
- De novembro até o início de março, para a maior parte do continente — Sudeste Asiático, Sul da Ásia, sul da China. A monção do sudoeste já passou e o calor ainda não voltou. Para o Japão e a Coreia, março–abril (cerejeiras em flor) e outubro–novembro (bordos) são as janelas icônicas. A Ásia Central é o inverso — junho a setembro é a única janela seca para o Pamir e o Tien Shan.
- Preciso de vacinas ou antimaláricos?
- Hepatite A, febre tifoide e tétano são as três universais para qualquer viagem à Ásia. A encefalite japonesa é recomendada para estadias rurais no Sudeste Asiático com mais de um mês. Antimaláricos já não são necessários na maior parte das rotas turísticas. Camboja rural, Mianmar e partes da Índia ainda justificam um curso de doxiciclina. Consulte a página de viagem do CDC ou equivalente nos 60 dias anteriores.
- Como funcionam os vistos — é tudo na chegada?
- As regras de visto variam mais na Ásia do que em qualquer outro continente. Tailândia, Indonésia, Singapura, Malásia, Vietnã e Japão são sem visto ou com visto na chegada para estadias de menos de 30 dias para a maioria dos passaportes. Índia e China exigem e-visa antecipado — solicite com pelo menos 4 semanas de antecedência. O Butão exige uma taxa diária paga e guia pré-reservado. A Ásia Central é hoje praticamente sem visto para passaportes dos EUA, UE, Reino Unido e Austrália.
- A comida é segura? E a 'vingança de Délhi'?
- Coma onde os locais comem e, na maior parte do tempo, vai dar tudo certo. Comida quente preparada na sua frente é mais segura que cafés da manhã de buffet de hotel. Beba apenas água engarrafada ou filtrada, escove os dentes com água engarrafada na Índia e no Nepal, e evite gelo em países onde a água da torneira não é potável. Um curso de duas semanas de probióticos começando uma semana antes reduz, de forma mensurável, a chance de uma semana ruim de estômago.
- Posso usar dólares americanos ou preciso de moeda local?
- Dinheiro vivo é mais importante na Ásia do que na Europa. Use um cartão de débito sem tarifa de câmbio e saque dinheiro em um caixa de banco grande na chegada. Evite sempre a casa de câmbio do aeroporto. ApplePay/AliPay/WeChatPay dominam a China; cartões funcionam tranquilamente no Japão, Coreia e Singapura. Leve 200 USD em notas pequenas e limpas para emergências.
- Quanto tempo eu realmente preciso para a Ásia?
- Duas cidades por semana é a regra, igual à Europa. 10 a 14 dias para conhecer um país a fundo, 14 a 21 dias para dois países vizinhos (Tailândia mais Vietnã funciona), três semanas para qualquer viagem terrestre multinacional. Menos de 10 dias e você pagou só pelo jet lag. O Japão recompensa três semanas mais do que duas.
- Tuk-tuks, motos e ônibus noturnos são seguros?
- Tuk-tuks: sim, mas combine sempre o preço antes. Use Grab/Gojek onde existirem. Aluguel de moto é a principal causa de visitas a pronto-socorros entre viajantes no Sudeste Asiático — use capacete, dirija devagar, nunca à noite. Ônibus noturnos no Vietnã e na Tailândia são seguros; na Índia, prefira trens; na Indonésia, prefira voos entre as ilhas maiores.
- E quanto a recato, códigos de vestimenta e templos?
- Cubra joelhos e ombros para qualquer templo, mesquita ou santuário — budista, hindu, muçulmano, sique. Mulheres: um lenço leve serve de camada de recato. Homens: bermuda longa funciona na maioria dos templos, mas não em mesquitas. Tire os sapatos antes de entrar em qualquer casa e na maior parte dos lugares religiosos. Em países conservadores, vista-se mais discretamente o tempo todo — regra de respeito, não regra de turista.
Fim do Número Nº 15 — Ásia.
HowTo: Travel Edition. Número Nº 015. Primavera 2026. Publicado em 25 de abril de 2026. Mesa de campo Bangkok. 1.400 colaboradores fortes.
Barcos lentos. Tigelas quentes. Cidades pacientes. Duas cidades por semana. Pule o verão. O Shinkansen é a viagem.